Este livro analisa criticamente a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) em Moçambique, num contexto marcado pela expansão de megaprojetos nos setores extractivo, energético e de infraestruturas. A partir de uma abordagem teórica plural e situada, questiona se a RSC promove transformações sociais estruturais ou se funciona sobretudo como instrumento de legitimação corporativa. Articulando fundamentos clássicos da governança corporativa com leituras críticas africanas e moçambicanas, a obra demonstra que a aplicação acrítica de modelos internacionais gera práticas assistencialistas e pouco enraizadas. Estudos de caso da Vale (Tete), Mozal (Maputo), Sasol (Inhambane), Total (Cabo Delgado) e Cervejas de Moçambique evidenciam limites institucionais, participação comunitária frágil e desafios à justiça social e à sustentabilidade.
AmazonPages: 184, Paperback, Novas Edicoes Academicas
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