O reggae, música de origem jamaicana e profundamente enraizada em África, não é apenas politicamente engajado. Ele também se revolta contra todas as formas de injustiça sofridas pelas mulheres, nomeadamente as africanas. Tiken Jah Fakoly, um dos porta-estandartes desta música, apresenta-se assim como um defensor da mulher africana. Para além das suas diversas homenagens prestadas tanto às mães como às esposas, que considera como alicerces da socialização e da paz familiar, valoriza a liderança feminina e opõe-se a todas as práticas que prejudicam o desenvolvimento e a emancipação da mulher em África. Este compromisso de Tiken Jah em prol das mulheres suscita as seguintes questões: Não será o reggae uma arma favorável aos movimentos feministas em África? Não será esta música necessária aos estudos de género nas ciências sociais? Assim, este livro, que responde a estas questões revalorizando, de forma implícita, o reggae e a mulher africana, interessa não só ao mundo académico e à investigação feminista, mas sobretudo a todos aqueles que são apaixonados por esta música, frequentemente vítima de estereótipos folclóricos.
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