Antes que o Brasil tivesse fronteiras, um menino Mbyá tenta dizer o nome de um rio. Séculos depois, uma jovem atravessa Porto Alegre com Pindorama tatuado no pulso. Entre uma manhã de 1490 e um ônibus em 2030, homens e mulheres plantam, fogem, trabalham, traduzem, cuidam e sobrevivem às decisões tomadas longe deles. Palmares, Porongos, a gripe de 1918, a construção de Brasília e as expulsões do Estado Novo entram na narrativa pela escala de um dia comum. Narrado pela própria terra, Pindorama acompanha vidas ligadas por sangue, acaso, objetos e gestos de cuidado, além de caminhos que nunca se encontram. É um romance sobre o país antes e além de seu nome oficial, e sobre o que permanece quando a memória falha: uma palavra, um gesto, uma coisa pequena passada de mão em mão.
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