A hidatidose continua a ser uma doença endémica nos países da região mediterrânica. A localização mais frequente continua a ser o fígado (60-70%). Relatamos neste livro uma experiência inédita sobre localizações hidáticas extra-hepáticas intra-abdominais, que envolveu 34 doentes. Clinicamente, o principal sintoma foi a dor abdominal (80%). O exame físico revelou uma massa abdominal em metade dos doentes. O diagnóstico baseou-se na imagiologia, que objetivou uma formação cística em todos os casos. Os outros sinais foram: calcificações periféricas (51%) e vesículas filhas (48%). A serologia hidática foi positiva em 60% dos casos. O tipo III foi o mais frequente (44,1%). A localização mais frequente foi o baço (29,4%), o músculo psoas (23,5%) e o pâncreas (20,6%). A laparotomia foi a via de abordagem utilizada na maioria dos doentes (70%). O tratamento cirúrgico foi por vezes conservador, baseado na ressecção da cúpula saliente, e por vezes radical. Cinco doentes (14,7%) desenvolveram complicações pós-operatórias, todas de natureza infecciosa. Três doentes (10%) apresentaram recidiva.
AmazonPages: 68, Paperback, Edicoes Nosso Conhecimento
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