A inflamação desempenha um papel crucial na carcinogénese oral, criando um microambiente que promove o início, a progressão e a disseminação do cancro. As condições inflamatórias crónicas conduzem à libertação contínua de citocinas inflamatórias, fatores de crescimento, espécies reativas de oxigénio (ROS) e espécies reativas de azoto (RNS). Estes mediadores causam danos no ADN, mutações genéticas, aumento da proliferação celular, inibição da apoptose, angiogénese e evasão imunitária. As células inflamatórias, tais como macrófagos, neutrófilos e linfócitos, contribuem ainda mais para o desenvolvimento tumoral através da secreção de citocinas, incluindo TNF-¿, IL-1, IL-6 e IL-8. Assim, a inflamação persistente atua como uma força motriz no processo multifásico da carcinogénese oral e é atualmente reconhecida como uma das características distintivas do cancro.
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