O mundo mudou bastante desde a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948: na era da globalização, as empresas internacionalizam-se e as suas estruturas incluem uma miríade de entidades que abrangem uma multiplicidade de países, com culturas e legislações diferentes, o que torna mais complexa a aplicação efetiva do respeito pelos direitos humanos e pelos princípios fundamentais enunciados na Declaração de 1948. A comunidade internacional tomou consciência disso e os Estados procuram cumprir o seu mandato de proteção destes direitos inalienáveis através da elaboração de normas (nacionais, regionais e internacionais), mais ou menos vinculativas ou facultativas, que visam responsabilizar as empresas transnacionais pelo papel que lhes cabe desempenhar em prol do bem-estar universal. Dado que os obstáculos legislativos e políticos são numerosos, as propostas baseadas na voluntariedade das empresas e isentas de qualquer coação ou ameaça de sanção produzem melhores resultados, ao ponto de, hoje em dia, a globalização se estar a humanizar.
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