A patogénese da malária depende da interação entre o Plasmodium e o sistema imunitário do seu hospedeiro. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a parasitemia e o título de imunoglobulinas da classe G anti-Plasmodium falciparum. Este estudo transversal envolveu 37 crianças com idades compreendidas entre os 0 e os 15 anos que sofriam de malária grave. O título de IgG anti-Plasmodium falciparum foi avaliado por imunofluorescência indireta. A parasitemia variou entre 360 e 400 000 trofozoítos, com uma média de 48 525 trofozoítos/mm³. A concentração de hemoglobina situou-se entre 3,4 e 10,7 g/dL, com uma média de 6,28 g/dL. A contagem média de plaquetas foi de 110,18 × 10³/mm³, com uma variação entre 17 e 506 × 10³/mm³. O título de IgG anti-Plasmodium falciparum variou entre 40 e 320, com uma média de 220. A hiperparasitemia (parasitemia ¿ 100 000 trofozoítos/mm³) estava presente nos doentes com idades compreendidas entre 0 e 5 anos. A média do título de IgG anti-Plasmodium falciparum foi significativamente mais elevada nos indivíduos com parasitemia < 100 000 trofozoítos/mm³, em comparação com aqueles que apresentavam uma parasitemia ¿ 100 000 (110 vs 233,3), p = 0,017.
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