A anemia por deficiência de ferro causa mortes maternas, bem como uma diminuição da capacidade de realizar trabalho físico e de obter rendimentos. O estudo teve como objetivo investigar os fatores que afetam o estado do ferro em mães lactantes e não lactantes em Makongeni, no distrito de Thika, no Quénia. Tratou-se de um inquérito descritivo transversal realizado numa clínica de saúde, no qual foi utilizado um questionário para recolher dados. Os dados foram analisados utilizando o SPSS, o MS Excel e um software de análise alimentar (Food Meters UK 7). O recordatório alimentar de 24 horas e a frequência alimentar foram utilizados para determinar a ingestão alimentar de ferro. O estudo revelou que as mães lactantes apresentavam níveis de hemoglobina que variavam entre 7 e 14 g/dl, enquanto as mães não lactantes apresentavam 9 a 15 g/dl. Em média, as mães lactantes apresentavam uma média mais baixa (12,1 ± 1,1 g/dl) do que as mães não lactantes (12,4 ± 1,1 g/dl). A anemia ligeira era prevalente em 33% das mães lactantes, enquanto 17% apresentavam anemia moderada e 1% anemia grave, em comparação com 29% de anemia ligeira e 15% de anemia moderada nas mães não lactantes após o ajuste de altitude. Este é um indicador da necessidade de conceber uma intervenção abrangente que inclua estratégias nutricionais e de saúde para melhorar o estado de ferro desta população em risco.
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