Toda empresa tem governança, mesmo a que nunca ouviu falar do assunto. A pergunta não é se ela existe. É se ela é consciente ou improvisada, transparente ou escondida, feita para servir à organização ou para proteger quem manda. Gera Teixeira passou décadas dentro de empresas, perto do lugar em que as decisões são tomadas e sentidas. Neste livro ele percorre a história da governança corporativa, de Berle e Means ao Relatório Cadbury, do escândalo da Enron às leis brasileiras de integridade, e faz com esse material uma coisa incomum: devolve o assunto às pessoas. Conselhos que apenas confirmam. Sócios que viraram sogros. O contador que viu o lançamento estranho e ficou calado. A solidão de quem decide sozinho e chama isso de liderança. O silêncio que se instala numa organização muito antes de o problema aparecer no balanço. Da leitura nasce a proposta de uma Governança Viva: regras claras e fiscalização de verdade, sim, mas com o reconhecimento de que toda decisão empresarial atravessa gente de carne e osso antes de virar número. O que você encontra no livro - A origem histórica da governança e por que ela nasceu sempre depois de um silêncio - Conselhos, controles e números como instrumentos de governo, não como enfeite - A empresa familiar e o ponto exato em que a mesa de jantar invade a sala de reunião - Governança para quem é pequeno, capítulo que quase nenhum livro brasileiro do gênero traz - Dez instrumentos práticos, entre eles a Cadeira Vazia, o Guardião da Pergunta e o Mapa dos Silêncios >Um livro sobre poder escrito por quem já esteve dos dois lados da mesa.
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