A epopeia da Seleção Francesa na Copa do Mundo de 1958 não foi um acidente histórico, mas o ápice de um processo de metamorfose estrutural e filosófica que redefiniu o esporte no país. Para compreender como um futebol outrora burocrático e desacreditado transformou-se em uma máquina de gols na Suécia, é preciso analisar o cenário de reconstrução do pós-guerra, a ascensão de um clube que serviu de laboratório tático para a nação e a corajosa transição de mentalidade que rompeu com o medo de jogar. Quando Batteux assumiu simultaneamente o comando técnico dos Bleus, ele não precisou inventar uma identidade do zero: ele simplesmente transplantou o bloco criativo do Stade de Reims para a seleção nacional. Jogadores como Robert Jonquet, Armand Penverne, Roger Piantoni e, fundamentalmente, Raymond Kopa e Just Fontaine (que tiveram passagens brilhantes pelo clube) já jogavam de forma quase telepática.
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