O que é que, no seu âmago, mantém unida a nossa sociedade? A sociedade não pode ser entendida como um objeto abstrato, mas corresponde antes a um organismo vivo, cuja fonte é a estrutura das relações interpessoais. Esta é considerada a garantia de uma profunda coesão interna e humana. O ser humano só descobre a sua própria identidade através dos outros. Assim, depende da comunhão com os seus semelhantes e não pode viver sem ela. O ser humano só pode expressar o seu potencial genuíno numa comunidade - a auto-realização e a realização do mundo andam de mãos dadas. Um tema muito atual da nossa época é o aumento dos comportamentos narcísicos, em que o 'egocentrismo' representa uma ameaça fundamental às relações interpessoais. O ser humano é um ser social; a comunidade significa relação, e esta desenrola-se no âmbito das relações interpessoais. Se esta relação for ameaçada, isso tem repercussões em toda a sociedade. No entanto, este livro não se limita a uma análise da nossa época, mas pretende também apontar um caminho para a solução, com base no princípio dialógico de Martin Buber.
AmazonPages: 128, Paperback, Edicoes Nosso Conhecimento
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