Os antivitamínicos K constituem atualmente o tratamento anticoagulante oral mais prescrito na Tunísia. Apesar da padronização da monitorização biológica e de uma melhor definição dos objetivos terapêuticos, os seus efeitos secundários constituem um motivo frequente de hospitalização. O objetivo deste trabalho foi avaliar os conhecimentos dos doentes sobre o seu tratamento com antivitamínicos K e propor um modelo de educação terapêutica adaptado aos nossos doentes. Trata-se de um estudo descritivo transversal que avalia os conhecimentos dos doentes sobre o seu tratamento com antivitaminas K através de um questionário composto por 14 itens, utilizado durante uma entrevista semi-estruturada. Foram incluídos 100 doentes, com uma idade média de 61 ± 12 anos e um rácio de sexos de 1,8. Oitenta por cento dos doentes obtiveram mais de cinco respostas corretas nos oito itens relativos aos conhecimentos, enquanto apenas 22% obtiveram mais de quatro respostas corretas nos seis itens relativos às competências práticas. Os conhecimentos dos doentes sobre a gestão dos antivitamínicos K revelaram-se insuficientes para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. A criação de um programa de educação terapêutica adaptado revela-se necessária.
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