As infeções associadas aos cuidados de saúde constituem um verdadeiro problema de saúde pública para todos os sistemas de saúde em todo o mundo. Um estudo descritivo transversal, com a duração de um mês, realizado junto dos profissionais de saúde do Hospital Rédemption, na Libéria, permitiu avaliar o seu nível de conhecimentos, atitudes e práticas face às infeções associadas aos cuidados de saúde após a epidemia de febre hemorrágica causada pelo vírus Ébola. Foi utilizado um método não probabilístico para a seleção dos departamentos e a técnica de amostragem por conveniência para a seleção dos profissionais de saúde. Resultados: Entrevistámos 98 profissionais de saúde dos cinco (5) departamentos elegíveis. Tratava-se de médicos (8,2%), enfermeiros (71,4%) e parteiras (19,4%). A idade média dos inquiridos era de 38 ± 6,7 anos. Dos 98 inquiridos, 70,4% dos profissionais de saúde definiram corretamente o que é uma infeção associada aos cuidados de saúde. No que diz respeito aos riscos de exposição, 20,4% dos inquiridos declararam ter sido vítimas de, pelo menos, um acidente ou de uma exposição ao risco nos últimos doze meses. Os riscos de exposição às principais infeções são conhecidos por 73,5% dos inquiridos.
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