Uma ideia pode nascer da compaixão e, ainda assim, produzir tragédias. Como isso acontece?O comunismo surgiu como resposta a uma realidade que ninguém podia negar: exploração, miséria, jornadas desumanas e uma desigualdade que parecia impossível de superar. Milhões de pessoas abraçaram essa promessa acreditando construir uma sociedade mais justa, onde o poder pertenceria ao povo e ninguém seria abandonado.Mas a história seguiu outro caminho.Em nome da igualdade absoluta nasceram alguns dos regimes mais centralizadores da história. Em nome da libertação surgiram censura, polícia política, perseguições, campos de trabalho forçado, fome produzida por decisões estatais e uma concentração de poder jamais vista.Em Comunismo, décimo terceiro volume da coleção Os Senhores da Mentira, Francis Valadj investiga essa contradição sem recorrer ao panfleto nem à caricatura. O livro reconhece a dor social que deu origem à ideologia, mas pergunta por que, sempre que foi implementada como sistema de governo, produziu resultados semelhantes em países, culturas e épocas completamente diferentes.A obra percorre toda a evolução da ideia: - o nascimento do pensamento marxista;- o Manifesto Comunista;- a Revolução Russa;- Lenin, Stálin e a consolidação do partido único;- Mao Tsé-Tung e o Grande Salto em Frente;- Pol Pot e o Camboja;- Cuba, Coreia do Norte e os regimes do século XX;- o problema do cálculo económico desenvolvido por Ludwig von Mises e Friedrich Hayek;- o papel da propaganda;- a perseguição à religião, à propriedade privada e às liberdades individuais;- e as razões pelas quais o ideal continua a seduzir gerações mesmo depois dos seus fracassos históricos.Mais do que discutir uma ideologia específica, este livro procura responder a uma questão universal: O que acontece quando um Estado recebe poder ilimitado para construir uma sociedade perfeita?Esta não é uma obra contra quem desejou justiça.É uma investigação sobre como boas intenções podem ser transformadas em instrumentos de dominação quando deixam de reconhecer limites ao poder político.Porque nenhuma promessa de igualdade vale a perda da liberdade.
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