Um acto de terrorismo. Quem o lançou achou que tinha uma razão'patriótica', e deitou mão de mártires, à força. Quatro razões, aliás, para lançar a Operação Angoche em 1971: Congregar apoios para Portugal nos EUA e Europa, como vítima de pirataria e terrorismo, e defender a estratégica Rota do Cabo, numa altura em que o canal de Suez estava encerrado. E suportar o exercício ALCORA (Portugal, Rodésia, África do Sul). Forçar o fim do bloqueio britânico ao porto da Beira, avançando o pretexto de que os meios ingleses deviam antes vigiar o Canal de Moçambique contra ameaças russas e chinesas. Reequipar urgentemente as marinhas de guerra portuguesa e sul-africana. Neutralizar futuras acções da ARA (PCP) depois de apontá-la como culpada da acção Angoche. Quatro meios e autores, também, no seio do Estado português de então, e a nível internacional: Os SEII - Serviços Especiais de Informação e Intervenção, dirigidos por Jorge JARDIM A firma de armamento NIL - Norte Importadora Limitada, de José Joaquim Morais ZOIO, o 'conde de Pavullo. A AGINTER-PRESS vertente portuguesa de uma rede de terror transeuropeia. A GLÁDIO - o 'exército das sombras' europeu.
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