A Espécie Que Se Lembrava Do Futuro

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Bol Em um subsolo anônimo de Zurique, Helena Valença alimenta a maior máquina de processar história já construída: o SGRH - duzentos e quarenta e nove civilizações, doze mil anos, vinte e sete variáveis por unidade. Ela foi recrutada para validar o sistema. Não para duvidar dele.Mas Helena descobre o que ninguém queria ver: os colapsos das civilizações se agrupam em intervalos regulares de 1.200 anos, sem causa climática, vulcânica ou orbital identificável. A correção bayesiana não apaga os clusters. A estatística insiste. E quando ela insiste, o sistema reage.O que começa como uma auditoria técnica se transforma, ao longo de cinquenta e nove capítulos e dezessete partes, em uma fissura epistemológica que vai do laboratório zuriquense até as montanhas onde o fogo ainda funciona. Entre a tela e a neve, entre o vetor de dados e a carne, entre a certeza algorítmica e a dúvida que ainda pergunta por quê, Helena precisa decidir o que vale ser lembrado - e o que vale ser ensinado.Um romance literário de ficção especulativa que combina: - Big data arqueológico e estatística bayesiana aplicada a 12 mil anos de história humana - Ficção pós-colapso, ecologia política e o que sobrevive quando a rede elétrica apaga - Inteligência artificial, ontologias globais e o vazio deixado pelos servidores desligados - Pedagogia lenta - a criança que aprende a ler nuvens, o adulto que reaprende a cortar lenha - Cartas, fotografias e memórias corporais que nenhum dataset capturaA narrativa atravessa Brasil, Europa e Ásia em capítulos numerados e interlúdios independentes: Helena em São Paulo e em Zurique, Elias entre os sobreviventes da montanha, Clara nas cartas que chegam sem remetente, Tanaka no confronto filosófico que decide o destino do modelo. Cada parte funciona como um movimento - Convergência, Expansão, Primeira Fissura, Reorganização, Normalização, Isolamento, Compressão, Inversão, Fechamento, Refutação Impossível, Autocorreção, Dissolução, Resíduo, Permanência, A Arqueologia da Oxidação, O Despertar da Carne, O Êxodo dos Cegos - até o último diálogo entre dois corpos que sabem e dois corpos que ainda não sabem.Em prosa exata e sem floreios, Luis G V Silva pergunta se uma espécie que terceirizou a própria memória ainda é capaz de lembrar do que vem depois.Para leitores de Yuval Noah Harari, Ted Chiang, Olga Tokarczuk, H. G. Wells e de quem acha que literatura séria ainda cabe em perguntas de 64 mil palavras."A coerência havia atingido escala global. O sistema estava fechado. E ela estava presa do lado de dentro."

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Em um subsolo anônimo de Zurique, Helena Valença alimenta a maior máquina de processar história já construída: o SGRH - duzentos e quarenta e nove civilizações, doze mil anos, vinte e sete variáveis por unidade. Ela foi recrutada para validar o sistema. Não para duvidar dele.Mas Helena descobre o que ninguém queria ver: os colapsos das civilizações se agrupam em intervalos regulares de 1.200 anos, sem causa climática, vulcânica ou orbital identificável. A correção bayesiana não apaga os clusters. A estatística insiste. E quando ela insiste, o sistema reage.O que começa como uma auditoria técnica se transforma, ao longo de cinquenta e nove capítulos e dezessete partes, em uma fissura epistemológica que vai do laboratório zuriquense até as montanhas onde o fogo ainda funciona. Entre a tela e a neve, entre o vetor de dados e a carne, entre a certeza algorítmica e a dúvida que ainda pergunta por quê, Helena precisa decidir o que vale ser lembrado - e o que vale ser ensinado.Um romance literário de ficção especulativa que combina: - Big data arqueológico e estatística bayesiana aplicada a 12 mil anos de história humana - Ficção pós-colapso, ecologia política e o que sobrevive quando a rede elétrica apaga - Inteligência artificial, ontologias globais e o vazio deixado pelos servidores desligados - Pedagogia lenta - a criança que aprende a ler nuvens, o adulto que reaprende a cortar lenha - Cartas, fotografias e memórias corporais que nenhum dataset capturaA narrativa atravessa Brasil, Europa e Ásia em capítulos numerados e interlúdios independentes: Helena em São Paulo e em Zurique, Elias entre os sobreviventes da montanha, Clara nas cartas que chegam sem remetente, Tanaka no confronto filosófico que decide o destino do modelo. Cada parte funciona como um movimento - Convergência, Expansão, Primeira Fissura, Reorganização, Normalização, Isolamento, Compressão, Inversão, Fechamento, Refutação Impossível, Autocorreção, Dissolução, Resíduo, Permanência, A Arqueologia da Oxidação, O Despertar da Carne, O Êxodo dos Cegos - até o último diálogo entre dois corpos que sabem e dois corpos que ainda não sabem.Em prosa exata e sem floreios, Luis G V Silva pergunta se uma espécie que terceirizou a própria memória ainda é capaz de lembrar do que vem depois.Para leitores de Yuval Noah Harari, Ted Chiang, Olga Tokarczuk, H. G. Wells e de quem acha que literatura séria ainda cabe em perguntas de 64 mil palavras."A coerência havia atingido escala global. O sistema estava fechado. E ela estava presa do lado de dentro."


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  • 9798184601007
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